sábado, 24 de outubro de 2009

Filme: Adaptação (Adaptation - 2002)


Charlie Kaufman: Nós partilhamos o mesmo DNA. Existe coisa mais solitária que isso?

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Índio (não lembro o nome): Posso ver sua tristeza. É linda.

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John Laroche: O que é maravilhoso, é que essas flores têm uma relação especial com os insetos que a poliniza. Cada orquídea se parece com um tipo de inseto que é atraído por ela. Seu duplo, sua alma gêmea. Tudo que ela quer é fazer amor com ela. Daí ele voa, avista e faz amor com sua alma gêmea, polinizando-a. Nem a flor nem o inseto jamais percebem a importância do seu ato sexual. Como saberial que sua dança dá vida ao mundo? E dá. Fazendo o que foram progamadas para fazer, algo magnífico acontece. Eles nos ensinam a viver. Que nosso único barômetro é o coração. Quando vir sua flor não deixe que nada se interponha em seu caminho.

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Susan Orlean: Gostaria de querer algo como essa gente desejava essas plantas. Mas... isso não faz parte da minha constituição. Creio que possuo uma paixão confessa. Quero saber como é querer algo com paixão.

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Susan Orlean: Para quem tiver sorte de ver uma fantasma, tudo mais ficará eclipsado

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Susan Orlean: Se essa orquídea era mesmo uma fantasma, ela ainda enfeitiçava as pessoas a tal ponto que, elas perseguiam ano após ano, quilômetro após quilômetro. Se essa flor fosse real, queria ver uma. Não sou louca por orquídeas nem sua fã em especial. O que eu queria ver era essa coisa que tanto atraía as pessoas de um modo tão singular e poderoso.

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Susan Orlean: Quando amamos algo de fato, não ficaria algum resquício? Mas, para Laroche, um final é definitivo, e ele passa adiante. Às vezes, eu gostaria de poder fazer o mesmo.

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Susan Orlean/Kaufman: Os olhos de uma são alegres. Os da outra têm a tristeza do mundo.

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John Laroche: Alguns passavam tempo comigo porque eram soitários.

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John Laroche: Sabe por que gosto de plantas? Por serem tão mutáveis. A adaptação é um preciso profundo. Temos de descobrir como sobreviver no mundo.
...
Susan Orlean: Mas é fácil para as plantas. Elas não tem memória. Apenas passam à fase seguinte. Mas para as pessoas adaptar-se é quase vergonhoso. É como fugir.

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Susan Orlean: Se eu visse a morte de perto, também me divorciaria.
John Laroche: Porquê?
Susan Orlean: Porque eu poderia. É como um passe livre. Ninguém vai nos julgar se quase morremos.

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Susan Orlean: Existem idéias, coisas e pessoas demais. Caminhos demais a seguir. Comecei a achar que é importante gostar de algo com paixão, pois isso reduz o mundo a um tamanho administrável.

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Susan Orlean: Muitos sonham com algo extraordinário e insírador, uma paixão pela qual arriscariam tudo mas poucos vão atrás disso. É poderoso e inebriante estar com alguém tão cheio de vida.

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Susan Orlean: A vida parecia repleta de coisas como a orquídea-fantasma. Era maravilhoso imaginá-las e fácil se apaixonar por elas, mas são um tanto fantásticas, fugazes e inatingíveis.

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Charlie Kaufman: Minha fraqueza e indecisão me atraíram aqui

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Donald Kaufman: Quem responde certo demais, mente

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Susan Orlean: Acabei percebendo que mudar não é uma escolha. Não para uma espécie de planta nem para mim. Acontece, e a gente fica diferente.

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Susan Orlean: É uma flor. Só uma flor.

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Susan Orlean: Você às vezes se sente solitário?
Jonh Laroche: Fui um garoto estranho. Ninguém gostava de mim. Mas eu achava que, se esperasse o suficiente, apareceria alguém que você sabe, me entenderia. Como minha mãe. Só que outra pessoa. Ela olharia pra mim e diria baixinho: - Sim.
Só isso. E eu não ficaria mais sozinho.

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Susan Orlean: Eu queria ser uma formiga. Elas são taão brilhantes.
John Laroche: Você é mais brilhante que qualer formiga, amor.

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Charlie Kaufman: Passei a vida toda paralisado pelo que os outros pensariam de mim.

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Donald Kaufman: Eu amava Sarah. Era meu, aquele amor. Ele me pertencia. Nem Sarah tinha o direito de tirá- lo de mim. Posso amar quem eu quiser.
Charlie Kaufman: Mas ela te achava patético.
Donald Kaufman: Isso era problema dela, não meu. Você é aquilo que voCê ama, não quem ama você.
Foi o que eu decidi há muito tempo

http://www.youtube.com/watch?v=0HtZ2M4e_AM&feature=related

6 comentários:

  1. nussa, onde arrumo isto?

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  2. eu assisti e fui anotando. meu novo gosto. quotes!

    só não sei se deixo assim, com os nomes. ou se deixo como antes, só entre aspas.

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  3. eu fazia isso com os filmes dsahuasdhuadshuasd e com livros também :p

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  4. aaaaah,
    agora fico com ainda mais vontade de ver!

    =)

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  5. EEEEIII!! SERá muito bom te conhecer e apresentar minha querida cidade!!! Que dia vc chega? 24 e 25 tem festão em casa (se vc estiver aqui sem planos pra estas datas te convido desde já pra passar o natal em casa!) com família, Papai Noel distribuindo presentes e tudo que o Natal tem direito, inclusive uma puta ceia e lasanha vegetariana! Se não, que tal dia 26? Podemos dar um rolê pela cidade, que tal? Me manda um email com a resposta e teus telefones!!! Beijo!!

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  6. Caaaaaara, vi esse filme ontem, haha. Todas as falas do Laroche são sensacionais.

    Adorei os recortes.
    Filmão.

    Beijo!

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